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Conheça os temas do WCD 2021: Pensamento Analítico e Inovação


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Desde os primórdios até os dias de hoje, o homem pensa e age de acordo com suas necessidades de sobrevivência, liberdade e independência. A humanidade passou por diversas revoluções e transformações que influenciaram o modo de pensar, de resolver problemas e de adaptar-se às novas demandas.

Primeiro, nômade, pensou em como poderia se alimentar e viver melhor; estabeleceu moradia em locais altos para se proteger dos predadores; inventou ferramentas e artefatos para a caça e sua defesa; protegeu seu corpo das condições climáticas adversas usando-se de peles de animais; inventou a roda; inventou embarcações para pescar; descobriu o fogo; fazia fogueiras para cozinhar o alimento, que não mais precisava ser consumido cru e, depois descobriu como armazená-lo e ter tempo para dedicar-se a outras atividades. 

Passou a fixar-se à terra para cuidar das colheitas; tornou-se social e, assim, surgiram problemas diferentes dos que conhecia até então. Passou a comercializar a produção da terra; desenvolveu sistemas numéricos e de escrita para comunicar os ganhos; passou a pagar e cobrar tributos; trocar produtos por outros de seu interesse (escambo); em seguida, trocou produtos por moedas, cédulas e assim inventou o banco. O conhecimento até então transmitido oralmente, de geração em geração, passou a ser multiplicado através da escrita. 

O mundo está cada vez mais complexo e, em decorrência disso, os problemas que surgem, também. A informação, outrora importante ativo, já não é mais um diferencial tão poderoso se agora cada indivíduo deve ser capaz de interpretar e manipular as informações a que tem acesso para que compreenda o mundo que o cerca.

As habilidades de pensamento analítico e resolução de problemas complexos ocupam, respectivamente, o primeiro e o terceiro lugares na lista de demandas mais crescentes pelas empresas até 2025, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial. Mas, como resolver problemas? Quais problemas hão de ser resolvidos a partir de então? Já existe um método eficaz? O que isso tem a ver com inovação?

Para o matemático Blaise Pascal, “[...] toda a nossa dignidade reside no pensamento. É através dele que devemos nos elevar, e não através do tempo e do espaço, que não podemos preencher. Procuremos, portanto, pensar bem!”.

O pensamento, por definição, é toda atividade, racional ou de abstração, da mente humana e existem várias formas de fazê-lo. Os vários tipos de pensamento, de acordo com a psicologia e a teoria cognitiva (reflexivo, crítico, lógico, sistêmico, analógico, deliberativo, prático, criativo e analítico) influenciam as emoções humanas e, portanto, ações e a maneira como se vive e resolve problemas. 

O pensamento analítico está sempre presente na análise, requer a aplicação da lógica e inferências, baseia-se em evidências, ignora as emoções e implica em decompor o problema para entender sua estrutura e inter-relações, estudando sequencialmente cada uma das partes. Entretanto, não se pode considerar universal a forma como acontece a transição entre as situações inicial e final na resolução de um problema, posto que a solução não obrigatoriamente acontece por apenas um caminho.

Nesse sentido, sugere-se que o processo de resolução de um problema passe por quatro fases: inteiração, matematização, resolução e interpretação dos resultados e validação. Na fase de inteiração, tem-se o primeiro contato com o problema que se pretende estudar. Aqui se exigem operações de pensamento relacionadas às habilidades de observação, comparação, classificação, organização e decisão sobre quais informações e dados contribuem para a formulação do problema. Na fase de matematização surge a necessidade de se formular hipóteses, suposições, imaginar e codificar o problema. Em seguida, na fase de resolução, decide-se sobre qual modelo melhor representa o problema para, assim, tornar possível que, na fase de interpretação dos resultados, se possa analisar e refletir para a validação do modelo obtido.

Na era da complexidade, esse mundo mutante onde as transformações, muitas vezes, acontecem mais rapidamente do que se pode acompanhar sem notar que já se está envolvido nelas, é ambiente fértil para uma infinidade de problemas e, é preciso ideias criativas e soluções não convencionais. O processo de inovação é iterativo, não linear e não possui apenas um ponto de referência. Navegar não é preciso. Inovar é preciso!




Escrito por:  Naiara J Santos

Líder local  #WCDMontesClaros